<div class=Section1> <span class=arial18-verm1><span style='font-size:13.5pt'>Era lixo, virou dinheiro</span></span><span style='font-size:10.5pt;font-family: Arial;color:#666666'><br> Garrafas pet recolhidas por trabalhadores são trocados por vales compra; iniciativa rendeu prêmio à empresa de <span class=SpellE>Andirá</span></span><p><span class=SpellE><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'>Andirá</span></span><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'> - A cidade de <span class=SpellE>Andirá</span>, no Norte paranaense, está vivendo um fenômeno curioso: faltam garrafas pet vazias. Elas não estão nas ruas, nos lixos, e mesmo no lixão elas já não chegam mais. ''Se eu vejo uma jogada no chão, corro lá e cato'', confessa uma moradora. ''Tem que pegar na hora, porque se deixar para depois,</span></p> <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0 align=right width=200 style='width:150.0pt;mso-cellspacing:0cm;mso-table-lspace:2.25pt; mso-table-rspace:2.25pt;mso-table-anchor-vertical:paragraph;mso-table-anchor-horizontal: column;mso-table-left:right;mso-table-top:middle;mso-padding-alt:7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt'> <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes'> <td style='padding:7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt'> <p class=MsoNormal><span style='font-size:7.0pt;font-family:Verdana; color:#40578C'>Fotos: João Mário <span class=SpellE>Goes</span><br> <![if !vml]> <img border=0 width=200 height=155 src="http://www.cotan.com.br/materias/image001.jpg" v:shapes="_x0000_s1029"><![endif]><br> Segundo os responsáveis pelo projeto, desde agosto de 2007 os funcionários já juntaram 250 mil garrafas<o:p></o:p></span></p> </td> </tr> </table> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'>&nbsp;ela não vai mais estar lá'', complementa outra. Até mesmo a prefeitura precisou negociar para conseguir fazer a decoração de Natal deste ano com as garrafas. </span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'> A atitude ecologicamente correta da população é resultado de uma iniciativa simples da empresa <span class=SpellE>Cotonífico</span> de <span class=SpellE>Andirá</span> S.A. A <span class=SpellE>Cotan</span> resolveu trocar cada 23</span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'>&nbsp;embalagens pet (cerca de um quilo) recolhidas por seus funcionários por um cupom no valor de R$ 1 - bem acima do preço pago a quem trabalha com coleta seletiva. Não apenas as garrafas de refrigerante, mas também as de óleo, detergente, <span class=SpellE>amaciante</span> e outros produtos também são <span class=GramE>aceitas</span>. <br> A iniciativa foi uma forma de incentivar os funcionários a participar do projeto de responsabilidade ambiental da empresa. ''Quando começamos apenas pedindo para que eles <span class=GramE>trouxessem,</span> quase ninguém aderiu. A partir do momento em que oferecemos essa recompensa, a adesão foi surpreendente'' observa Sirlei da Silva Dantas, chefe de departamento pessoal da empresa e uma das idealizadoras do projeto. <br> Segundo cálculos de Fernando Braz da Silva, também responsável pelo projeto e marido de Sirlei, desde o início, em agosto de 2007, os funcionários já juntaram próximo de 250 mil garrafas. ''Para nós é uma glória uma cidade deste tamanho juntar tantas garrafas. Não sabemos onde elas estariam se não fosse este projeto'', afirmam, confessando jamais terem imaginado que o projeto cresceria tanto. <br> <br> O dinheiro pago é resultado da venda das embalagens, devidamente separadas e prensadas, para uma empresa de Maringá. Outra empresa maringaense faz o transporte dos fardos já prensados gratuitamente. ''A empresa é nossa fornecedora de cones. Ela vem, esvazia o caminhão e na volta leva de graça os fardos. Se não fosse isso, não teríamos condições de pagar esse preço aos funcionários'', reconhece Sirlei, lembrando ainda que a <span class=SpellE>Cotan</span> <span class=GramE>disponibilizou</span> um barracão e uma de suas máquinas de prensar para o projeto. Além disso, a separação (por cor e tipo, o que garante um melhor preço) e prensagem <span class=GramE>é</span> feita durante o expediente, pelos próprios funcionários. <br> &nbsp;</span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'>Fernando destaca ainda que a empresa <span class=GramE>repassa</span> o dinheiro da venda do plástico integralmente aos funcionários. ''Os funcionários vão juntando os cupons de R$ 1 para trocá-los por vales de supermercados no valor mínimo de R$ 10 e vale-gás. Também é possível depositar os cupons na urna e concorrer a sorteios de brindes'', explica. <br> <br> Mas, se não há nenhum ganho em espécie, a <span class=SpellE>Cotan</span> tem tido outras contrapartidas com esta iniciativa. ''Isso contribuiu para motivar os funcionários e conquistou o respeito da comunidade, além de trabalhar a conscientização ambiental'', analisa Sirlei.</span></p> <p><span class=arial18-verm1><span style='font-size:13.5pt'>Prêmio quer homenagear boas idéias</span></span><span style='font-size:10.5pt; font-family:Arial;color:#666666'><o:p></o:p></span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black'>O projeto ganhou no final de novembro o Prêmio <span class=SpellE><span class=GramE>EcoPET</span></span> na categoria Ação da Empresa. O prêmio foi criado há nove anos pela Associação Brasileira da Indústria do PET (<span class=SpellE>Abipet</span>), e visa homenagear as boas idéias e iniciativas em prol da reciclagem de materiais. <br> Orgulhosa com o sucesso do projeto, Sirlei da Silva Dantas apenas lamenta que não tenha conseguido estabelecer uma parceria também com os catadores de papel. ''Oferecemos um bom preço pelas garrafas que eles coletassem, mas, devido a um acordo que eles tinham com seus compradores, não foi possível'', comenta, observando que, embora a coleta de garrafas pet dos catadores tenha sido prejudicada, eles continuam trabalhando com outros materiais. Para o próximo ano, o casal planeja ampliar ainda mais esse projeto, transformando-o em uma cooperativa. <br> A <span class=SpellE>Cotan</span> é uma fabricante de fiação têxtil de materiais como algodão, poliéster, bambu e modal. Com 400 funcionários, produz cerca de 700 toneladas de fios por mês. (<span class=SpellE>A.I.</span>)</span></p> <p><span class=arial18-verm1><span style='font-size:13.5pt'>Familiares e amigos contribuem na arrecadação</span></span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black'>''Recebi uma visita e pedi para não reparar na bagunça do quintal. A gente junta <span class=GramE>as</span> garrafas, mas o vento acaba derrubando. Ela disse 'não se preocupa que seu quintal está que nem depósito de reciclagem'''<span class=GramE>, diverte-se</span> a operadora de máquinas Maria Terezinha <span class=SpellE>Ibanez</span>, uma das recordistas na arrecadação de garrafas. ''No&nbsp;dia em que me abaixei para pegar a primeira garrafa, jamais imaginei que conseguiria tanto. O máximo que já consegui foi R$ 160 em dois meses!'' </span></p> <table class=MsoNormalTable border=0 cellspacing=0 cellpadding=0 align=right width=200 style='width:150.0pt;mso-cellspacing:0cm;mso-table-lspace: 2.25pt;mso-table-rspace:2.25pt;mso-table-anchor-vertical:paragraph; mso-table-anchor-horizontal:column;mso-table-left:right;mso-table-top: middle;mso-padding-alt:7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt'> <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes'> <td style='padding:7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt'> <p class=MsoNormal><span style='font-size:7.0pt;font-family:Verdana; color:#40578C'><br> <![if !vml]><img border=0 width=200 height=144 src="http://www.cotan.com.br/materias/image002.jpg" v:shapes="_x0000_s1035"><![endif]><br> Terezinha e Sheila, as recordistas: até R$ 160 em dois meses<o:p></o:p></span></p> </td> </tr> </table> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black'> No começo do projeto, Terezinha conta que chegou a fazer plantão em uma lanchonete para pegar as garrafas pet. ''Agora</span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial; color:black'> &nbsp;eles já guardam para mim'', esclarece. A atividade tem sido tão compensadora que Terezinha já planeja reformar a casa com o dinheiro. ''Troco os vales em dinheiro com meu marido e deposito na conta'', revela. <br> Tanto ela quanto Sheila Aparecida de Souza, outra recordista, <span class=GramE>conseguiram</span> o apoio de amigos, vizinhos e parentes nessa campanha. Sheila, que já conseguiu R$135 de uma vez só, passa junto com a irmã e a cunhada nas casas de vizinhos para recolher as embalagens, que são amassadas pelas crianças. ''A gente já compra o refrigerante pensando na garrafa. Vem embalagem até de <span class=GramE>Ourinhos.</span>'' <br> Na casa da auxiliar de limpeza <span class=SpellE>Elizanete</span> Soares, as crianças é que agradecem o dinheiro da reciclagem, que muitas vezes é convertido em doces e biscoitos. ''Antes, eu jogava as garrafas fora, era lixo. Agora, mesmo as crianças aprenderam a reciclar'', reconhece. A operadora de máquinas Aparecida Garcia, que trabalha com <span class=SpellE>Elizanete</span> na seleção e prensagem das embalagens, acrescenta que a iniciativa contribui ainda para a formação de seus três filhos. ''Onde tem garrafa jogada, eles catam. E já aprenderam que a natureza está precisando desta ajuda'', comenta. (<span class=SpellE>A.I.</span>)</span></p> <p><span style='font-size:9.0pt;font-family:Arial;color:black'><a href="javascript:janela('folha_form.php?oper=contato&amp;id=4461&amp;dt=20081209',416,360,'yes','no','folha_contato')"><b><span style='font-size:7.5pt;font-family:Verdana;color:#006699;text-decoration: none;text-underline:none'>Adriana Ito<br> Reportagem Local</span></b></a></span></p> <p><span style='font-size:7.5pt;font-family:Verdana; color:#333333'>Fonte: Jornal Folha de Londrina</span></div>